"Na unção e glória da segunda casa"

"Na unção e glória da segunda casa"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CONTA E CASAMENTO

Que força é esta que se move em nós a nos fazer desejar o outro, estar com ele e fazer junto com esta pessoa uma viagem que ao menos em tese, e diga-se, é a nossa tese, é para toda vida.

E não é caso que não se veja, no outro, problemas, falhas, erros e características indesejadas, mas, imbuídos desta força, deste sentimento, somos então capazes de crer, esperar e confiar otimistamente que todos estes problemas, falhas, erros e características indesejadas poderão em hora oportuna, modificar-se, transformar-se está é à força do amor, amor que une, que nos leva para dimensão da fantasia, da fé e da esperança numa vida melhor e feliz e repito, não ao custo de negar as dificuldades, mas pelo mérito de fazer nos sentir capazes de superá-los.

O nosso tempo tornou comum não apenas o casar-se, mas também e talvez com a mesma facilidade o separar-se. Diante disto me pergunto. Por quê? O que acontece no caminho que faz com que ao contrário de quando nos casamos, desacreditemos que as dificuldades podem ser superadas e transformadas e então cedamos ao pessimismo e por fim se acredite restar apenas à possibilidade de desunir-se.

A fim de manter sempre viva a chama, a força o amor, quero propor uma analogia, e desta extrair princípios para nossas relações, para nossas vidas, e especialmente para este casamento.

O casamento é como uma conta bancária em que desejando uma boa relação e um bom funcionamento será preciso tomar alguns cuidados, vejamos:

Em primeiro lugar é preciso escolher o lugar onde está conta será aberta, é preciso que seja um local seguro, de reputação confiável, alguém que não vá quebrar diante da primeira crise, alguém que tenha fundos seguros e confiáveis, alguém em quem você possa confiar.

Nesta analogia com o casamento eu diria que o lugar em que amos colocar o casamento é a presença de Deus, em Deus podemos confiar, nele há segurança comprovada. Diante das crises, das turbulências é nele que amparamos nossos corações, a propósito o texto bíblico nos adverte: "O cordão de três dobras não se rompe facilmente".

Em segundo lugar é preciso escolher bem a pessoa que cuidará desta conta, o responsável pela orientação direta dos nossos investimentos e pagamentos, um bom gerente, atencioso, dedicado e verdadeiro faz muita diferença nos cuidados com nossa conta.

No casamento este gerente deve se manifestar na escolha certa que fazemos de pessoas com as quais podemos contar; amigos, irmãos, pastores, pessoas que sejam discretas, confiáveis, acolhedoras e, sobretudo verdadeiras e imparciais, pessoas com as quais possamos abrir o coração e falar sobre nossos problemas e dificuldades.

Em terceiro lugar e possivelmente de modo mais importante é o modo como vamos lidar com nossa conta, aqui a responsabilidade é diretamente nossa, não basta ter um ótimo banco, um super gerente e não soubermos usar bem a nossa conta. Neste caso a questão é muito simples, porém fundamental, nosso sucesso dependerá do equilíbrio entre depósitos e retiradas, para que a conta não acabe no vermelho e por fim encerrada.

Em nossa analogia as retiradas são aquelas palavras ríspidas, a desatenção, o sarcasmo, os esquecimentos repetidos, a desconfiança, a falta de conversa, a falta de honestidade e fidelidade em fim, pequenas e grandes coisas que vão acabando com o amor.

Ao contrário, recomendamos sempre muitas entradas, muitos depósitos eles fazem bem ao amor. Respeito, escuta, atenção, paciência, disposição para perdoar, comprometimento, fidelidade e lealdade, estas coisas estão na base de um amor que não se esvai na primeira crise, mas que permanece diante delas.

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